Índice ABCR recua 0,6% em março

Índice ABCR recua 0,6% em março

São Paulo, 10 de abril de 2014 – O Índice ABCR de Atividade referente a março de 2014 recuou 0,6% na comparação com fevereiro de 2014, considerando os dados dessazonalizados. O índice que mede o fluxo de veículos nas estradas concedidas é produzido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias – ABCR em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada.

O fluxo de veículos leves, que reflete questões como emprego e renda, recuou 0,1% em relação a fevereiro, em termos dessazonalizados. De acordo com Rafael Bacciotti, economista da Tendências, desde o segundo semestre do ano passado, o emprego tem mostrado um comportamento fraco, com leve recuperação no começo deste ano. “Houve discreta melhora em janeiro e fevereiro deste ano, porém o desempenho dos leves corrobora a tendência mais recente de moderação no ritmo de geração de vagas na economia”, diz Bacciotti.

Outro indicador importante associado à movimentação dos leves é a sondagem da Fundação Getúlio Vargas – FGV que mede a confiança do consumidor e capta outras questões além do mercado de trabalho, como inflação, decisões de gasto e poupança das famílias. Em fevereiro ante janeiro, a confiança dos consumidores caiu 1,7%, permanecendo praticamente estável, com variação de 0,1%, em março comparado a fevereiro. “Esses números dialogam com o Índice ABCR e corroboram uma tendência mais moderada para o mercado de trabalho”, afirma o economista.

A movimentação dos veículos pesados caiu 3,2% nessa mesma base de comparação. “Mesmo vindo de uma alta importante (2,9% em fevereiro contra janeiro), existe uma dinâmica de volatilidade na indústria”, aponta Bacciotti. A produção de veículos, medida pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea, em dado ajustado pela Tendências, caiu 21,3% em março comparado ao mês anterior (ante +14,7% em fevereiro). “O mercado interno e a retração da demanda argentina pelas exportações afetaram a produção de veículos leves, enquanto os caminhões sofreram alguns entraves na liberação de financiamento no BNDES”, informa o economista. “Esse quadro pode apontar um cenário não muito favorável para a trajetória de recuperação da indústria nos próximos meses”, completa.

Em relação ao mesmo período de 2013, o índice total apresentou alta de 2,8%. O fluxo de veículos leves aumentou 4,4%, enquanto o fluxo de pesados recuou 1,6%.

Nos últimos doze meses, o fluxo total teve expansão de 4,3%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 4,7% e o de pesados, 3,3%.

No acumulado do ano (janeiro a março de 2014 ante janeiro a março de 2013), o fluxo total teve expansão de 4,9%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 5,8% e o de pesados aumentou 2,3%.

Quadro: Taxas de crescimento do fluxo pedagiado

Quadro Brasil

Período

LEVES

PESADOS

TOTAL

Março/14 sobre Março/13

4,4%

-1,6%

2,8%

Março/14 sobre Fevereiro/14 c/ ajuste sazonal

-0,1%

-3,2%

-0,6%

Últimos doze meses

4,7%

3,3%

4,3%

Acumulado no ano (Jan-Mar/14 sobre Jan-Mar/13)

5,8%

2,3%

4,9%

Fluxos regionais

A abertura dos dados referentes aos índices regionais do fluxo de veículos leves e pesados em março, comparado ao mês anterior, segundo análise de Bacciotti, está em linha com o resultado nacional.

São Paulo

Em São Paulo, as rodovias administradas pela iniciativa privada registraram no fluxo total de veículos queda de 0,9% em março comparado a fevereiro, considerando os ajustes sazonais. Os leves ficaram praticamente estáveis em 0,1%, e os pesados mostraram retração de 3,7%, neste período.

Quando comparado março de 2014 com março de 2013, o Índice geral avançou 2,3%, enquanto o movimento dos leves cresceu 4,5% e dos pesados caiu 3,0%.

Nos últimos doze meses, o indicador da ABCR cresceu 4,2% no total. O fluxo de leves evoluiu 4,9% e o de pesados cresceu 2,6% no mesmo período.

No acumulado do ano (janeiro a março de 2014 ante janeiro a março de 2013), o fluxo total subiu 4,7%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 6,2% e o de pesados aumentou 1,2%.

Período

LEVES

PESADOS

TOTAL

Março/14 sobre Março/13

4,5%

-3,0%

2,3%

Março/14 sobre Fevereiro/14 c/ ajuste sazonal

0,1%

-3,7%

-0,9%

Últimos doze meses

4,9%

2,6%

4,2%

Acumulado no ano (Jan-Mar/14 sobre Jan-Mar/13)

6,2%

1,2%

4,7%

Paraná

As rodovias concedidas do Paraná registraram recuo de 1,2% no fluxo de veículos, em março contra fevereiro, considerando os ajustes sazonais. No mesmo período, a circulação de veículos leves oscilou positivamente em 0,1% e a dos pesados caiu 4,2%.

Quando comparado março de 2014 com março de 2013, o Índice geral cresceu 3,3%. O movimento dos leves subiu 3,2% e o de pesados aumentou 3,4%, no mesmo período.

Nos últimos doze meses, o indicador da ABCR cresceu 4,1%. O fluxo dos leves subiu 3,2% e o de pesados cresceu 5,9%, no período.

No acumulado do ano (janeiro a março de 2014 ante janeiro a março de 2013), o fluxo total evoluiu 3,8%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 2,7% e o de pesados aumentou 5,9%.

< p>Período

LEVES

PESADOS

TOTAL

Março/14 sobre Março/13

3,2%

3,4%

3,3%

Março/14 sobre Fevereiro/14 c/ ajuste sazonal

0,1%

-4,2%

-1,2%

Últimos doze meses

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